" Sem dúvidas, o regresso ao estúdio de Carlos Martins (Água) foi aplaudido pela quase totalidade das orelhas críticas reunidas em JazzLogical. Não se pode dizer que seja propriamente uma novidade: lá está aquela forma única - melódica e intensa - de tocar de Carlos Martins, o Alentejo, as causas e as coisas simples. Qualquer novo CD de Carlos Martins arrisca-se a ser sempre o melhor do ano... "
CD JAZZ NACIONAL DO ANO 2008 - VOTAÇÃO DA CRÍTICA NACIONAL
1.º Carlos Martins – Água (iPlay)
2.º António Pinho Vargas – Solo (David Ferreira Investidas Editoriais)
2.º Maria João & Mário Laginha - Chocolate (Universal)
3.º Afonso Pais - Subsequências (Enja)
3.º Marta Hugon - Story Teller (iPlay)
Votaram:
Paulo BARBOSA (a)
Raul Vaz BERNARDO (b)
António BRANCO (c)
José DUARTE (d)
Rui DUARTE (e)
António RUBIO (f)
Leonel SANTOS (g)
Manuel Jorge VELOSO (h)
a) Publico, Jazz.pt
b) Expresso
c) Improvisos ao Sul (Internet), Rádio Voz da Planície, Jazz.pt
d) Jazzportugal (Internet), RDP Antena 1, RDP Antena 2
e) Jazz.pt
f) Correio da Manhã, Jazz.pt
g) JazzLogical (Internet)
h) O Sítio do Jazz (Internet), RDP Antena 2
Ficha Técnica
Carlos Martins- Saxofone Tenor
Alexandre Frazão- Bateria
André Fernandes – Guitarra
Nelson Cascais- Contrabaixo e Baixo Eléctrico
Bernardo Sassetti- Piano e Fender Rhodes(1; 2; 3; 5; 7; 11 )
Júlio Resende – Piano (4; 6; 8; 9; 10, 12 )
Participação Especial: Pacman
Música de Carlos Martins (excepto “O Principio” de Bernardo Sassetti e “Underwater Light” de Júlio Resende )
Alex Frazão toca com pratos Zildjian
Produzido por: Carlos Martins
Assistência na produção: Luís Pedro Correia
Gravado e Misturado por Nelson Carvalho.
Estúdios Valentim de Carvalho, Maio de 2008.
Design: Sónia Teixeira Pinto
Fotos: Daniel Blaufuks
Carlos Martins agradece/ Alexandre Frazão, André Fernandes, Bernardo Sassetti, Júlio Resende, Nelson Cascais, Carlão (Pacman), Nelson Carvalho e José Serrão (IPlay).
Um especial agradecimento/ Joana Serrão (IPlay), Luís Pedro Correia, Inês Soares da Cunha e António Luz Rodrigues.
Todos nós temos sempre algumas coisas que voluntária ou involuntariamente deixamos ficar na “gaveta”. Nestes últimos anos fui fazendo esboços de músicas que muitas vezes ficavam em suspenso, alguns com 10 anos (a idade do meu filho Benjamim). Por ter outros projectos ou por falta de tempo, estas músicas, que tinham já a sua identidade, não ganhavam forma definitiva. Algumas vezes eram experimentadas em concerto com diferentes músicos que traziam alguma ideia nova. Cada tema foi ganhando o seu espaço e criando o seu “ambiente” particular sedimentando-se com o tempo. Tal como cada um dos músicos foi imprimindo a sua voz ao longo dessas passagens criando um sentimento recíproco de pertença. E esta é para mim a diferença entre este disco e qualquer outro dos meus discos anteriores. A amizade, partilha, cumplicidade e experimentação, num processo temporal demorado, consolidaram um som colectivo respirado. A música, de que não falamos, é o veículo para expressar os sentimentos que me ligam desde sempre a estes músicos, insubstituíveis. O risco e a confiança trouxeram em estúdio o que faltava: a calma inquieta do Agora!
Como em “o sol verde das searas”, que aprendi com a minha mãe, em quase todas estas músicas há, para mim, um espírito do Sul, de planície e água.
Carlos Martins
