Festa do Jazz
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Biografia

MARTINS, Carlos (n. Grândola 23 Dez. 1961). Saxofonista (tenor, soprano), clarinetista e compositor. Estudou música e clarinete na Banda Filarmónica de Grândola com o maestro Jorge Picoito, a partir dos 14 anos. Mais tarde ingressou nos cursos de saxofone e composição do CN. Foi aluno e professor da EJHCP. Frequentou os cursos de música contemporânea e improvisada da FCG e do IX Seminário Internacional de Música de Barcelona. Fazendo do jazz a sua actividade principal, manteve uma forte ligação à música erudita e desenvolveu uma carreira em vários domínios musicais, tendo trabalhado com Constança Capdeville (Grupo Colectiva), Álvaro Salazar (Oficina Musical), João Paulo Santos (Solistas da Orquestra TNSC) e colaborado com o escultor António Quina e os coreógrafos  Rui Horta e Vera Mantero. Compôs para cinema, teatro e dança. Como músico de jazz fundou o Quinteto de Maria João (1983-1985), foi membro fundador do Sexteto de Jazz de Lisboa (1984)( e tocou, e. o., com) e os seus grupos integraram  e/ou integram musicos  como Carlos Barretto, Bernardo Sassetti, Mário Delgado, Alexandre Frazão.  Entre os músicos estrangeiros, tocou, entre outros, com Ralph Peterson (1990), Don Pullen (1990), Cindy Blackman (1995), Bill Goodwin. Participou na maioria dos festivais nacionais e alguns festivais internacionais. Dirige os seus próprios quarteto e quinteto. Como líder gravou o primeiro disco em 1995, Passagem. Fundou e é presidente e director artístico da Associação Sons da Lusofonia (1996), um projecto em que colaboram artistas dos PALOP, do Brasil  e de Portugal.
Como arranjador tem ensaiado o cruzamento do jazz com a MPP, trabalho de que o disco Sempre constitui um testemunho prioritário. Mais recentemente, tem explorado aquilo a que chama "as semelhanças harmónicas e melódicas entre o fado a morna e a modinha sob a influência do jazz". Influenciado inicialmente por John Coltrane, Ian Garbarek ou Elis Regina, o seu profundo interesse pela música de Duke Ellington aproximou-o  também de saxofonistas tenores mais clássicos motivando-o a trabalhar a sonoridade do instrumento. A sua abertura conceptual e musical nunca o afastaram de modo decisivo da matriz modal conservando uma considerável  curiosidade  por músicas  fora da esfera do Jazz. O conhecimento de outras músicas levou-o ainda a leccionar no New Jersey  Performing  Arts  Center. É desde 2002 o director artístico da “ Festa do Jazz do São Luiz”.



OBRA MUSICAL

Música para cinema
Filha da mãe  (1991) (João Canijo)
PAX  (1994) (Eduardo Guedes) [para "Lisboa 94"]
Vídeo: Sétima Colina (1994)

Música para dança
As árvores movem-se (Rui Horta) (1987)
Em corpo com som (Vera Mantero) (1990)
Dançar José Afonso (1994); Companhia Contemporânea de Setúbal,  apresentado em "Lisboa 94"
Cantoluso (1999); Companhia Nacional de Bailado

OBRA LITERÁRIA

(1998) "Fado e Jazz: ‘Alone Together’", O Papel do Jazz; 3. Lisboa: Edições Cotovia;  “O Saxofone como Metáfora “ Jornal  Público 2005.

DISCOGRAFIA

JAZZ COMO LÍDER OU CO-LÍDER
Martins, Carlos (1991) Lisboa em Jazz 90, Carlos Martins Quarteto. CML/Pelouro Cultura. [Grav. 1990]
Martins, Carlos (1996) Passagem, Carlos Martins Quarteto. Enja. [Grav. 1995]
Martins, Carlos; Martins, Vasco (1997) Outras Índias. EMI-VC.
Martins, Carlos (1999) Sempre. VC.
Orquestra Sons da Lusofonia (1998) Caminho Longe. EMI-VC
Martins, Carlos (2006) Do Outro Lado. Som Livre

JAZZ COMO SIDEMAN
Maria João (1991/1985) Cem Caminhos, Quinteto de Maria João. MOV / ORF-RT [CD/LP]
Maria João (1983) Quinteto Maria João. ORF/RT [LP]

 


 

 

  
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