





SEXTA, 1 ABRIL
Das 21h30 às 02h00
21h30
Bernardo Sassetti Trio “Motion”
Sala Principal
Bernardo Sassetti - piano
Carlos Barretto - contrabaixo
Alexandre Frazão – bateria
“Muito do que hoje sei devo-o a este trio, ao Carlos Barretto – irreverente como poucos, sempre em constante diálogo com os outros, “astrológico” – e ao Alexandre Frazão – simultaneamente pela força e subtileza que se ouve nas sonoridades da sua bateria e pela energia que dá à dinâmica do Trio. Conhecemo-nos bem – pessoalmente, são os dois tal e qual como tocam. Por estarem sempre presentes, por mostrarem esta vontade de continuar e de desenvolver este nosso trabalho e quase sempre, por quererem confundir, mais do que explicar, é por eles que me sinto estimulado a ouvir, a interiorizar, a descobrir a energia que, quando acontece, contamina o palco e a plateia. É por esta energia – quase telepática – e pelos caminhos da música no momento, que nos deixamos levar, onde eles nos fizeram chegar.” Bernardo Sassetti
23h00
Maria João + Orquestra Jazz de Matosinhos “Amoras e Framboesas”
Sala Principal
Maria João - voz
Pedro Guedes – direcção
Carlos Azevedo – piano
Mário Santos, João Pedro Brandão, José Luís Rego, José Pedro Coelho, Rui Teixeira - saxofones
Paulo Perfeito, Daniel Dias, Álvaro Pinto, Gonçalo Dias - trombones
Rogério Ribeiro, Susana Silva, Gileno Santana, José Silva - trompetes
Nuno Ferreira - guitarra
Demian Cabaud - contrabaixo
Marcos Cavaleiro – bateria
+
João Farinha – Fender Rhodes
André Nascimento – electrónica
Nove canções do cancioneiro popular brasileiro, dos standards do jazz norte-americano e das criações da dupla Maria João/Mário Laginha compõem o novo disco "Amoras e Framboesas", da cantora Maria João, acompanhada desta vez pela Orquestra Jazz de Matosinhos (OJM). Embora o percurso principal de Maria João tenha sido feito em colaboração com o pianista Mário Laginha, com quem gravou mais de uma dezena de discos, a cantora já abraçou vários projectos com grandes orquestras, entre as quais a Brussels Jazz Orchestra e a NBR de Frankfurt.
Com "Amoras e Framboesas", a cantora reincide na abordagem de temas que sempre inspiraram o seu universo musical, com o suporte de uma big band que se afirmou como a mais consistente formação portuguesa no seu género.
O novo disco enriquece também a estratégia de colaboração da OJM com grandes intérpretes da área do jazz e da música popular, marcada pelo encontro desta big band com intérpretes como a norte-americana Dee Dee Bridgewater, o germânico radicado nos EUA Theo Bleckmann e a brasileira Maria Rita.
Os arranjos de oito das nove músicas que dão corpo a "Amoras e Framboesas" são da autoria dos maestros e directores da OJM, Pedro Guedes e Carlos Azevedo e também de Paulo Perfeito e Telmo Marques. As expectativas criadas pela reunião do som consistente da OJM com a voz versátil e pujante de Maria João só podem ser, naturalmente, muito altas.
00h15
JazzPoll NRW “Impressionado” (Alemanha/Portugal)
Jardim de Inverno
João Moreira – trompete
Hugo Read - sax alto
Wolfgang Schmidtke - sax soprano
João Paulo Esteves da Silva - piano
Robert Landfermann - contrabaixo
Peter Weiss – bateria
“Impressionado” é um projecto musical que consiste inteiramente na interpretação dos Prelúdios para Piano de Debussy com arranjos para uma clássica formação de “hard-bop”, constituída por três sopros e secção rítmica.
Idealizado pelos músicos Wolfgang Schmidtke e Peter Weiss, este projecto que junta músicos portugueses e alemães, conta com o patrocínio do Estado da Renânia do Norte - Vestfália e neste concerto, da Festa do Jazz do São Luiz.
Na sua obra, o impressionista francês Claude Debussy, encontrou meios de criar uma música com uma estrutura harmónica comparada em muitos aspectos à tradição do jazz moderno. Em ambas as musicas vemos uma preferência pela utilização de intervalos de quarta, escalas pentatónicas e a escala de tons inteiros é usada com frequência. Debussy não tinha dificuldade em aproximar-se da música popular e a sua busca por novos sons não conhecia fronteiras geográficas ou ideológicas. Este ideal só por si, liga-o a uma expressão musical que estava a começar a germinar no início do século XX e que ainda não conhecia o seu nome: Jazz.
01h00
Jam Session
Jardim de Inverno
Esta será a primeira das jam sessions com que terminarão as 3 noites da Festa do Jazz do São Luiz. Pretende-se que nestas jams participem alunos e professores, músicos consagrados e em princípio de carreira. É esta troca de conhecimentos e sensibilidades musicais que tem servido de mote à Festa, desde a sua primeira edição.
SÁBADO, 2 ABRIL
Das 16h00 às 02h00
16h00 e 18h00
João Firmino + João Hasselberg
Spot São Luiz
João Firmino - guitarra
João Hasselberg - contrabaixo
João Hasselberg e João Firmino conheceram-se ainda muito jovens e desde então percorreram juntos um percurso musical e pessoal, estudando na Escola de Jazz Luiz Villas-Boas/Hot Clube de Portugal e posteriormente no Conservatório de Amsterdão. Embora tenham partilhado o palco em inúmeros projectos, esta será a primeira vez que o fazem em Duo. O repertório escolhido, de propósito para este desafio, englobará temas que marcam a história comum destes músicos.
17h00
Carlos Martins Trio
Teatro-Estúdio Mário Viegas
Carlos Martins - sax tenor
Carlos Barretto - contrabaixo
Alexandre Frazão - bateria
"A música inventa os seus próprios mundos onde as palavras dos poetas por vezes chegam. Dessa ressonância apanhamos nós os ecos e o espirito vibra e treme…e nestes instantes vibramos todos por simpatia e somos um só: um povo, um mundo, um ser... Eu que nasci nas planícies do Alentejo adoro as íntimas esquinas perfeitas das grandes catedrais e a ressonância dourada das suas superfícies. É por isso que sou músico. E procuro o silêncio, não a minha voz." Carlos Martins
18h00
Jeffery Davis / Nuno Ferreira Quinteto
Teatro-Estúdio Mário Viegas
Jeffery Davis - vibrafone
José Pedro Coelho - sax tenor
Nuno Ferreira - guitarra
Demian Cabaud - contrabaixo
Marcos Cavaleiro - bateria
Neste quinteto o vibrafonista Jeffery Davis e o guitarrista Nuno Ferreira, dois conhecidos instrumentistas do jazz português, apresentam recentes composições que servirão de veículo para a improvisação e exploração colectiva de novas paisagens sonoras. Neste projecto colaboram também José Pedro Coelho, reconhecido saxofonista da nova geração nacional e uma secção rítmica composta por Demian Cabaud e Marcos Cavaleiro, dois músicos de grande sensibilidade, com anos de experiência a tocar juntos em diferentes projectos. Esta longa parceria confere-lhes uma invulgar solidez, sem que isso comprometa de alguma forma a criatividade do grupo.
19h00
Hugo Carvalhais “Nebulosa” feat. Émile Parisien
Teatro-Estúdio Mário Viegas
Émile Parisien - sax soprano
Gabriel Pinto – piano, sintetizador
Hugo Carvalhais - contrabaixo
Mário Costa – bateria
Hugo Carvalhais nasceu no Porto em 1987 e formou-se em Pintura na Escola de Belas Artes desta cidade. Apesar de autodidacta, Carvalhais estudou e participou em seminários com músicos como Ron Carter, Eddie Gomez, Hein Van de Geyn, Carlos Barretto, Carlos Bica e Miroslav Vitous. 2010 testemunhou o lançamento do seu primeiro CD como líder, “Nebulosa”, que conta com a participação do saxofonista norte-americano Tim Berne. Os seus companheiros, Gabriel Pinto e Mário Costa são eles também, representantes de uma notável nova geração de músicos de jazz portugueses. Ao contrário do que se poderia esperar “Nebulosa” não é apenas um belo mas modesto disco de estreia, “Nebulosa” oferece uma musica bela e extremamente inspirada. Carvalhais apresenta neste trabalho uma visão própria que revela uma surpreendente maturidade não só como contrabaixista mas também como compositor. Émile Parisien, saxofonista francês que tem colaborado com o trio, faz parte também de uma nova geração de musicos europeus com um futuro promissor. Esta musica não é “fusion” mas uma amálgama de electrónica e tradição. Este é um notável CD que em 2010 a nova cena jazzistica portuguesa nos deu a conhecer.
20h00
“No Project”
Sala Principal
João Paulo Esteves da Silva - piano
Nelson Cascais - contrabaixo
João Lencastre - bateria
Músicos importantes do actual panorama musical português, integrantes de diversos projectos, João Paulo, Nelson Cascais e João Lencastre criaram em 2010 o trio “No Project”. Esta formação que se define como um “colectivo”, assume-se como “livre” em várias direcções e tal como fazem questão em dizer, “luta pelo direito de não ter, precisamente, projecto, por deixar a música surgir no momento de tocar e ainda pela liberdade de não ficar escravo dessa liberdade e poder improvisar também a partir de composições, originais...ou não, de Coleman, de Jarrett, ou outros...ou não”.
21h30
Joana Machado e Abe Rábade “Travessia dos Poetas – Rosapeixe”
Sala Principal
Joana Machado - voz
Abe Rábade – piano, composição
Demian Cabaud - contrabaixo
Bruno Pedroso - bateria
João Moreira - trompete, fliscórnio
Jesus Santandreu - sax tenor
Ana Cláudia Serrão - violoncelo
“Travessia dos Poetas - Rosapeixe” é o mais recente CD de Joana Machado e nasceu da sua paixão pela poesia. Feito em parceria com o pianista Abe Rábade reúne em septeto músicos portugueses e espanhóis e homenageia os grandes poetas portugueses Alberto Caeiro, Herberto Helder, Nuno Júdice, Ruy Belo e Sophia de Mello Breyner Andresen.
Joana escolheu alguns textos e convidou Abe Rábade para escrever música para os mesmos. Uma portuguesa e um galego, com uma afinidade imediata, num trabalho que difunde não só a poesia portuguesa, mas também o jazz e a música erudita universal. Como ela própria diz “ na impossibilidade de um fio condutor pela escrita e pelas ideias, a possibilidade de com a música criar uma “Suite” entre elas, ou seja, dar-lhes a mesma morada... Queremos usar estes poemas como um libreto e torná-los andamentos de uma “Ópera”. Joana Machado.
23h00
L.U.M.E. – Lisbon Underground Music Ensemble
Sala Principal
Marco Barroso – composição, direcção, piano
Luís Cunha, Eduardo Lála, Pedro Canhoto – trombones
João Almeida, João Moreira, Pedro Monteiro – trompetes
Manuel Luís Cochofel – flauta
Paulo Gaspar – clarinete
Jorge Reis – sax soprano
João Pedro Silva – sax alto
José Menezes – sax tenor
Elmano Coelho – sax barítono
Miguel Amado – baixo eléctrico
André Sousa Machado – bateria
O Lisbon Underground Music Ensemble (L.U.M.E.) é um projecto do compositor Marco Barroso, com o objectivo de criar um espaço de expressão para a sua música e ideias num contexto orquestral particular sem no entanto perder afinidades com o modelo clássico da Big Band. Composto por músicos com experiências diversas nos campos do jazz, rock, música clássica, contemporânea e experimental, o grupo procura aliar a composição escrita com elementos de improvisação, num contexto ecléctico e autoral. Surgido em 2006, o L.U.M.E. lançou recentemente um disco com repertório que o seu líder tem vindo a compor para esta formação em particular e onde se articulam o talento e a cumplicidade de um conjunto muito diversificado de intérpretes e improvisadores. Seja por uma dramatização (muitas vezes irónica) das práticas e vocabulários que passam pelo jazz, rock ou música erudita, seja pela incursão no experimentalismo que assalta as franjas destas linguagens, a música que Marco Barroso e o L.U.M.E. preconizam, reconstrói de forma original, a carga patrimonial do “Big bandismo”, fugindo aos padrões mais convencionais e abrindo novas e refrescantes perspectivas estéticas.
00h15
Ensemble Escola de Jazz Luiz Villas-Boas / HCP – 2010
Jardim de Inverno
Joana Alegre - voz
Ricardo Toscano - sax alto
Miguel Amorim - piano
Nuno Marinho - guitarra
André Rosinha - contrabaixo
Pedro Madeira - bateria
Este sexteto foi premiado na edição de 2010, como o Melhor Combo de entre os que representaram as diversas escolas de música (cursos não superiores), no concurso que a Festa do Jazz realiza desde a sua 2ª edição. Nem todos os elementos deste grupo, continuam alunos da Escola do HCP, no entanto, e seguindo uma já tradição da Festa, este concerto para além de um excelente momento musical é também um complemento ao prémio que estes jovens músicos mereceram na 8ª Festa do Jazz do São Luiz.
01h00
Jam Session
Jardim de Inverno
Todas as noites a Festa do Jazz do São Luiz termina em jam session. Esta será a segunda das noites onde alunos e professores, músicos consagrados e em princípio de carreira trocam conhecimentos e sensibilidades musicais.
DOMINGO, 3 ABRIL
Das 16h00 às 02h00
16h00 e 18h00
Guto Lucena + Luís Ruvina
Spot São Luiz
Guto Lucena – sax tenor, flauta
Luís Ruvina – orgão Hammond
Guto Lucena nascido no Brasil faz, desde há já alguns anos, parte da nossa comunidade musical. Luís Ruvina residente na cidade do Porto é um dinamizador entusiasta do “som Hammond” em Portugal. Para além de integrarem projectos diversificados, têm trabalhado juntos e desenvolvido esta “arte do duo”. Neste contexto apresentam fundamentalmente um repertório de “standards” do cancioneiro norte-americano e algumas melodias de entre as mais significativas da música brasileira. Uma viagem entre timbres de dois instrumentos com sonoridades e características distantes que criam uma combinação “swingante” de sons e texturas.
17h00
Miguel Amado Group “This is Home”
Teatro–Estúdio Mário Viegas
João Moreira – trompete
André Fernandes - guitarra
Ruben Alves - piano
Miguel Amado – baixo eléctrico
Vicky - bateria
Depois de um primeiro CD em 2004 em nome próprio, o baixista Miguel Amado lançou recentemente pela editora de jazz TOAP, o CD "This is Home". Neste disco onde conta com a participação de alguns dos melhores músicos do jazz nacional, o grupo interpreta maioritariamente, originais compostos pelo próprio Amado. É este novo repertório, agora apresentado ao vivo, em quinteto, que confere a cada tema uma identidade própria. Esta vertente de líder e compositor, complementa as suas participações como "sideman" em vários e diversificados projectos da musica portuguesa, onde se destacam colaborações regulares com UNderpressure, Spill, LUME, Ficções, Pedro Madaleno Trio, entre muitos outros.
18h00
TGB (Tuba, Guitarra, Bateria)
Teatro-Estúdio Mário Viegas
Sérgio Carolino - tuba
Mário Delgado - guitarra
Alexandre Frazão - bateria
.
Com dois álbuns gravados, o mais recente lançado em 2010 com o título “Evil Things”, os TGB estão longe de constituir mais um trio de guitarra, com a tuba a desempenhar o papel do contrabaixo. A mais valia desta formação reside precisamente no facto de prescindir de uma liderança e teimar em distribuir as tarefas criativas pelos três elementos que a compõem. Neste trio todos compõem, todos solam, todos contribuem para a enorme energia transmitida pela sua música, com momentos sublimes de técnica e rara inspiração. Poucos trios conseguem exprimir-se com tal veemência no jazz moderno. À versatilidade de Mário Delgado e Alexandre Frazão junta-se a surpreendente irreverência e genialidade de Sérgio Carolino. Outro guitarrista que não Mário Delgado tenderia a assumir a liderança da formação, até pelas supostas limitações melódicas e harmónicas dos outros dois instrumentos. Não é esse contudo o caminho escolhido; aqui trabalha-se sempre para o grupo. O som da guitarra é geralmente limpo, numa opção estética que permite à tuba complementá-la, partilhando as funções melódicas de um modo mais assumido. Quanto a Alexandre Frazão, a sua busca de padrões, sonoridades e texturas é incessante e obstinada. TGB é sem dúvida uma das mais talentosas formações do jazz actual, nacional...e internacional.
19h00
Rodrigo Amado “Motion Trio”
Teatro-Estúdio Mário Viegas
Rodrigo Amado – sax tenor
Miguel Mira – violoncelo
Gabriel Ferrandini - bateria
Rodrigo Amado é, actualmente, um dos músicos de jazz nacional com maior projecção internacional. Projectos recentes com a participação de músicos como Taylor Ho Bynum, John Hebert, Gerald Cleaver, Paal Nilssen-Love, Kent Kessler ou Dennis Gonzalez, garantiram-lhe um lugar de destaque como um dos mais celebrados improvisadores europeus. Desde a gravação do seu primeiro disco, “Live LxMeskla”, de 2000, que Amado não reunia um projecto composto exclusivamente por músicos nacionais. Esta “working band”, é partilhada com o violoncelista Miguel Mira e o baterista Gabriel Ferrandini, entre os quais uma profunda empatia musical projecta claro o som do grupo – o espírito do “bop” e o fogo do “free” unidos sob o signo da improvisação livre e da composição em tempo real. O primeiro álbum do grupo, editado em 2009, foi de imediato considerado um dos melhores trabalhos do ano em Portugal, recolhendo ainda o aplauso da crítica especializada internacional.
“The Portuguese saxophonist Rodrigo Amado is one of the busiest and most productive European jazz improvisers. He follows up his superfine trio release, The Abstract Truth, with a new and equally explosive rhythm section, with cellist Miguel Mira and drummer Gabriel Ferrandini.” (Glenn Astarita – All About Jazz).
“This trio belongs to a different category, one of artistry rather than entertainment, of emotional delivery rather than technical skill.” (Stef – Free Jazz).
20h00
Mário Laginha Trio “Mongrel”
Sala Principal
Mário Laginha - piano
Bernardo Moreira - contrabaixo
Alexandre Frazão – bateria
Durante o espaço de tempo em que escolhi as peças de Chopin que queria incluir neste disco, fui relembrando que a profusão de melodias e a riqueza harmónica são uma constante em toda a sua música. No Scherzo, na Balada, na Fantasia e até nos Nocturnos, só utilizei parte dessas melodias. Tomei muitas liberdades. Mudei compassos, tempos, modifiquei algumas harmonias - até mesmo melodias - criei espaço para a improvisação, enfim, nunca me abstive de alterar aquilo que me pareceu necessário para aproximar a música de Chopin do meu universo musical. Tinha que o fazer. Ironicamente, embirro com versões de temas clássicos em que lhes acrescentam um ritmo de jazz ou pop. Nunca o faria. Quis deixar reconhecível a fonte musical, mas fiz os possíveis por não ter uma deferência tal, que me inibisse de transformar o que quer que fosse. Este disco é uma espécie de heresia a transbordar respeito pelo compositor. E parece-me quase um dever homenagear um dos maiores improvisadores de todos os tempos com uma música que tem na sua matriz a improvisação. Uma última nota sobre o nome do CD. A música que aqui está não é exactamente a que Chopin escreveu, está contaminada por outras. Nesse sentido é uma música mestiça. Como para o imaginário português a palavra mestiço remete para África, fui à procura de outra, noutra língua, que tendo o mesmo significado, não sugerisse uma relação (que neste caso não existe) com esse universo. Encontrei. É "Mongrel". Mário Laginha
21h30
Sara Serpa “Mobile”
Sala Principal
Sara Serpa - voz, composição
André Matos - guitarra
Kris Davis - piano
Masa Kamaguchi - contrabaixo
Tommy Crane - bateria
“Mobile” – do Latim. Faculdade de mover facilmente. Flexível. Fluído.
“Mobile”, é o novo projecto de Sara Serpa, cantora e compositora portuguesa a residir actualmente em New York. Inspirado em relatos e narrativas de viajantes e exploradores, histórias de pessoas que viajam constantemente, confiando a sua sorte ao destino e ao desconhecido, “Mobile” desenvolve-se em redor de histórias em livros que Serpa leu em New York, Boston, Lisboa ou Amsterdão, durante travessias do Atlântico. “Depois de ano e meio a ler, olhei para a estante e dei-me conta de que havia um tema em comum entre todos os livros: viajantes solitários, aventureiros cansados da vida sedentária, cidadãos do mundo, curiosos. O fascínio por este assunto é também de alguma maneira, fruto das minhas experiências. Como estrangeiros, descobrimos os nossos preconceitos, a nossa capacidade de nos adaptarmos, a necessidade de nos confrontarmos com os outros e ao mesmo tempo receber apoio deles. Tocar, actuar e improvisar com um grupo de músicos é uma procura constante de um lugar comum. Deste ponto de vista, estamos todos numa aventura, numa viagem e precisamos uns dos outros. Buscamos algo, com ou sem nome, movemo-nos e estamos prontos a deslocar-nos livremente, sem limites. Somos “mobile”. Sara Serpa.
Apresentando-se na Festa do Jazz com um quinteto “internacional”, que integra dois músicos portugueses, um norte-americano, uma canadiana e um japonês, Sara Serpa descreve-os simplesmente como fazendo parte dos seus músicos de eleição.
23h00
Nelson Cascais “The Golden Fish”
Sala Principal
Matt Renzi - sax tenor
André Fernandes - guitarra
Oscar Graça - piano
Nelson Cascais - contrabaixo
André Sousa Machado – bateria
Nelson Cascais apresenta o seu mais recente CD "The Golden Fish". Cascais é hoje um dos músicos mais requisitados do jazz nacional. Para além de contrabaixista dotado de um som extremamente individual e de um apurado sentido de interacção, Nelson Cascais é um distinto compositor, qualidade à qual se junta a capacidade de, enquanto líder, fazer aflorar as mais importantes virtudes dos seus companheiros. Por outro lado, como fruto da sua versatilidade e fiabilidade, a actividade de Cascais como “sideman” tem-se tornado cada vez mais intensa, apresentado-se frequentemente, em estúdio ou em concerto, ao lado de nomes como Carlos Martins, Maria João, Mário Laginha, André Fernandes, Abe Rábade, Perico Sambeat, Jesus Santandreu, Bernardo Sassetti, David Binney, Benny Lackner... entre outros. Em "The Golden Fish", o seu quarto disco enquanto líder e compositor, Nelson Cascais reúne uma banda de talentosos músicos que nos apresentam a sua visão deste som a que chamamos jazz com sendo uma música aberta, ampla, contaminada por outras e com o objectivo primeiro de ser uma fonte de prazer.
0h00
Entrega dos Prémios
Jardim de Inverno
Entrega dos prémios aos Combos e Alunos das Escolas de Música vencedores do concurso da 9ª Festa do Jazz do São Luiz.
00h15
Ensemble ESMAE - 2010
Jardim de Inverno
Ricardo Formoso – trompete
Rui Freitas – vibrafone
Mané – guitarra
Fernando Rodrigues - piano
Sérgio Tavares - contrabaixo
Alex Coelho – bateria
Representante da Escola Superior de Musica e das Artes do Espectáculo do Porto, este grupo foi premiado na edição de 2010 como o Melhor Combo de entre as quatro Escolas Superiores de Música. É um privilégio poder voltar a reunir um ano depois todos os elementos desta jovem formação. Este sexteto é sem dúvida um digno representante da ESMAE e não deixará de nos prendar com música de excelente qualidade.
01h00
Jam Session
Jardim de Inverno
Todas as noites a Festa do Jazz do São Luiz termina em jam session. Esta será a última das noites onde fazendo justiça ao nome “Festa”, alunos e professores, músicos consagrados e em princípio de carreira trocarão conhecimentos e sensibilidades musicais.
“MASTERCLASSES”
Teatro-Estúdio Mário Viegas
Destinadas principalmente (não exclusivamente) aos alunos das Escolas de Música participantes na Festa do Jazz do São Luiz.
Abe Rábade
2 ABRIL , Sábado às 15h00
Duração 1 hora
Abe Rábade abordará a sua experiência na adaptação de poemas a um contexto jazzístico, tal como aconteceu no recente trabalho que desenvolveu com a cantora Joana Machado, “A Travessia dos Poetas”.
Abe Rábade nasceu em Santiago de Compostela (Galiza) em 1977. Estudou no Conservatório de Música Clássica e na escola de jazz "Estudio", daquela cidade. Aos 17 anos foi para o Berklee College of Music (Boston), onde em 1999 se graduou em “Jazz Composition and Piano Performance”. O seu Trio de jazz formou-se em 1996, originalmente com Paco Charlín no contrabaixo e Val Tzenkov na bateria. O seu primeiro disco data de 2000 e chama-se “Babel de Sons”. Tem editados 7 álbums como líder: “Simetrías” (2002), “GHU! Project” (2004), “Playing on Light” (2006), “Open Doors” (2008), “Piano Solo” (2009) sendo o mais recente “Zigurat” (2010) com Pablo Martin no contrabaixo e Bruno Pedroso na bateria - o seu mais regular trio desde 2008. Nestes últimos dez anos teve a oportunidade de tocar em clubes e festivais nos Estados Unidos, Brasil, Cuba, Marrocos, Inglaterra, Alemanha, França, Portugal e Espanha.
Kris Davis
3 ABRIL , Domingo às 15h00
Duração 1 hora
“Composição versus improvisação”. De origem canadiana, Kris Davis rapidamente se tornou numa figura importante na cena jazzística de Nova Iorque. Sendo uma artista que explora o equilíbrio entre improvisação e composição, a sua escrita e “bravura” pianística têm sido descritas como “aventureiras e refrescantes”. Davis estudou piano clássico no Royal Conservatory of Music e recebeu o Bacharel da Universidade de Toronto. Para além dos trabalhos como líder da sua própria banda, Kris Davis toca com o John Hollenbeck’s Large Ensemble, Theo Bleckmann, Ron Horton, Ingrid Jensen, Steve Swell, Peter Herbert, Chris Speed,...entre muitos outros.
ESCOLAS DE MÚSICA
Jardim de Inverno
2 ABRIL, Sábado das 14h00 às 19h50
14h00
Escola de Música da Academia Municipal das Artes da Nazaré
Paulo Santos - trompete
Rita Viola - sax alto
Gil Silva - trombone
Jorge Mota - piano
Tiago Silva - baixo
David Estrelinha - bateria
Professor: Adelino Mota
14h40
Interartes – Escola de Musica e Tecnologia – Cascais
Ruben Almeida – piano
Pedro Batista – guitarra
Luís Lavajo - contrabaixo
Louis Portal - bateria
Professor: Jorge Lee
15h20
Escola de Jazz Luiz Villas-Boas / HCP - Lisboa
Paulo Silva - voz
João Espadinha - guitarra
Clara Lai - piano
Romeu Tristão - contrabaixo
João Pereira - bateria
Jorge Oliveira - percussão
Professor: Bruno Santos
16h00
Escola de Jazz do Barreiro
Hélder Vicente - trombone
Hugo Lima - guitarra
Eduardo Lopes – contrabaixo
André Neves - bateria
Professor: Francisco Abreu
16h40
Escola de Jazz do Porto
Tânia Castro - voz
Luis Castro - voz, bombardino
João Caseiro - guitarra
Ricardo Moreira - piano
Daniel Gomes - contrabaixo
Daniel Tércio - bateria
Professor: Pedro Barreiros
17h20
Associação Grémio das Músicas – Faro
Sandra Milagres – voz
João Miguel Cunha - viola de arco
Eveline Sakkers - sax barítono
Francisco Pinto – guitarra
Govert Sakkers - baixo eléctrico
Luís Leal - bateria
Professor: Zé Eduardo
18h00
Escola de Música Valentim de Carvalho - Porto
Teresa Campos - voz
João Azeredo – sax alto
Ricardo Lapa – sax tenor
Pedro Teixeira - guitarra
Gonçalo Sarmento – baixo eléctrico
Pedro Alves – bateria
Professor: João Pedro Brandão
18h40
Sítio dos Sons - Coimbra
Guilherme Pinto – guitarra
António Gois – guitarra
João Neves – piano
Ricardo Marques – baixo
Guilherme Melo - bateria
Professor: João Freitas
19h20
Escola das Artes de Sines
Arantxa Joseph - voz
Daniel Pestana - sax tenor
Cristiana Cardoso – acordeão
Miguel Lourenço – guitarra
Jorge Mestre – contrabaixo
Pedro Sequeira – bateria
professor: Vasco Agostinho
3 ABRIL, Domingo das 14h00 às 19h10
14h00
Jazz Class Dámsom – Setúbal
Sandra Gonçalves – voz
Luís Nabeiro – sax alto
Paulo Costa – piano
Henrique Silva – baixo
Henrique Craveiro – bateria
Professores: Filipe Melo, Vasco Agostinho, Davide Fournier
14h40
RIFF Escola de Música - Aveiro
Emanuel Ortet - guitarra
Narciso Soares - clarinete
José Pedro Soares - piano
Tiago Mourão - contrabaixo
Luís Fernandes - bateria
Professor: Fernando Rodrigues
15h20
Conservatório de Música da Jobra – Branca, Albergaria-a-Velha
Gabriel Neves – sax tenor
Bruno Ribeiro – vibrafone
Leonardo Outeiro – guitarra
João Pedro Bastos – piano
Fábio Rocha – contrabaixo
Gil Costa – bateria
Professor: João Martins
16h00
Escola JBJazz – Lisboa
Ana Figueiredo - flauta
André Marques – sax tenor
Luís Gonçalves – guitarra
André Mão de Ferro – baixo eléctrico
Hugo Monteiro – bateria
Professor: Carlos Barretto.
16h40
ESMAE - Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo – Porto
Javi Pereiro – trompete
Andreia Santos – trombone
Felipe Villar – guitarra
Andreu Juanola – vibrafone
Pablo Reyes – piano
Manuel Brito – contrabaixo
Filipe Monteiro – bateria
Professor: Nuno Ferreira, Michael Lauren
17h20
ESML - Escola Superior de Música de Lisboa
Diogo Duque – trompete
João Capinha – sax alto
Iuri Gaspar – piano
António Quintino – contrabaixo
Miguel Moreira - bateria
Professor: Nelson Cascais
18h00
UÉ - Universidade de Évora
Jean-Marc Charmier - trompete
Omar Hamido – sax alto
Francisco Andrade – sax tenor
Mauro Ribeiro - guitarra
Daahoud Abdul Alvarez – piano
José Luís Mulero – contrabaixo
Javi del Barco – bateria
Professor: José Menezes
18h40
Universidade Lusíada de Lisboa
João Manso – voz
Miguel Picciochi – guitarra
Diogo Santos - piano
Pedro Rolão – contrabaixo
Luís Pinto – baixo eléctrico
Isaac Achega - bateria
Professor: Gonçalo Marques
Júri de Avaliação dos Combos das Escolas
Paulo Barbosa
Tomás Pimentel
Emílio Robalo
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