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ASL no JAZZAHEAD e FESTIVAL IN

A Associação Sons da Lusofonia (ASL) esteve presente em dois certames: JazzAhead, em Bremen e Festival In - Inovação e Criatividade, em Lisboa, ambos de 23 a 26 de Abril. A ASL tem trabalhado no sentido da promoçao do Jazz nacional e nas várias componentes pedagógicas que tem vindo a desenvolver.

O trabalho desenvolvido no JazzAhead centrou-se na promoção da Festa do Jazz e dos artistas portugueses, assim como no estímulo ao estabelecimento de novas parcerias internacionais. Como membro da Europe Jazz Network, a ASL integrou um grupo de discussão sobre as estratégias de formação de novos públicos e o futuro do Jazz.






Já no Festival IN, a promoção do trabalho da Associação e das editoras parceiras Clean Feed, Porta Jazz e JACC aliou-se a dois showcases que surgem no seguimento da vertente pedagógica da ASL.

No dia 24 de Abril, o combo de Jazz da Universidade Lusíada de Lisboa apresentou-se com uma formação clássica e contou com Rui Lopes - guitarra, Tomás Boto - Sax alto, Elmano Caleiro - contrabaixo e Francisco Santos - bateria.

O dia seguinte foi dia de Jazzopa, um projecto inédito da ASL que juntou um combo da ULL com um MC da OPA, Oficina Portátil de Artes. Sob a direcção artística de Francisco Rebelo e Carlos Martins, a fusão de Jazz e Hip Hop permitiu a reinvenção de temas de Duke Ellington, Art Ensemble of Chicago, Charles Mingus e Carlos Martins.

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Quarenta e um anos passados do 25 de Abril, somos convidados diariamente a reinventar a liberdade, a reivindicar direitos, a revolucionar o status quo. Ser livre é poder experimentar, pensar, misturar, inovar, fundir. É essa fusão que traz o projeto JAZZOPA dos Sons da Lusofonia em parceria com a Universidade Lusíada. O projeto, que tem como diretores artísticos Francisco Rebelo e Carlos Martins, estreou Dia da Liberdade no Festival IN.

A caravana de Duke Ellington abre as hostes. O combo, composta por um guitarrista, um baixista, um baterista, uma pianista, um saxofonista e um trompetista presta a sua homenagem a um dos maiores nomes de sempre do jazz. Segue-se uma viagem 

Até aos anos 70 com o Theme de Yoyo dos Art Ensemble of Chicago que serve de banda sonora à crítica social. É aqui que o RAP entra em cena. O terceiro tema, Fables of Faubus de Charles Mingus lança o mote para um storytelling que pretende retratar realidades sociais comuns tantas vezes ignoradas. Antes do último tema, há ainda tempo para uma tradição do Rap, com um acapella de Estraca. A última música apela inevitavelmente à Revolução, àquela que é tantas vezes incitada e saudada. Aquece o público e os próprios artistas, que se mostram agora mais confortáveis no seu papel, numa homenagem a Carlos Martins e à sua Jaula de Neón.

 

"Uma inquietante fusão", Joana Taborda